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BSR 17 – “As empresas são cruciais” para o alcance da sustentabilidade global

A penúltima semana de Outubro presenciou a uma grande concentração de algumas das mentes mais brilhantes e mais influentes no sector de negócios, governamental e não lucrativo. A ocasião? A 25ª Conferência anual do BSR   (BSR17), que procura unir o sector privado para encontrar soluções para os nossos maiores desafios globais.

Este ano, os organizadores apresentaram questões sob o tópico “como as empresas lideram”, tema de fundo dos três dias de conferência. No seu discurso introdutório, o presidente do BSR, Aron Cramer, foi rápido a explicar porquê. Após reconhecer que 2017 tem sido um ano desafiante, com um aumento da volatilidade política que desencadeou a saída de alguns países dos compromissos assumidos por eles no Acordo Climático de Paris em 2015, ele elogiou as respostas rápidas provenientes dos grandes segmentos populacionais bem como dos sectores público e privado. Destacando o quanto o “as empresas são cruciais” na prossecução de um futuro sustentável, ele refere que: ”2017 foi também um ano em que as empresas e muitos PCAs defenderam e se pronunciaram no momento em que isso foi mais necessário”. Grande parte dos participantes, incluindo grandes nomes, deram peso às palavras de Cramer.

Estiveram presentes cerca de 700 visitantes oriundos de diversas áreas de negócio para ouvir os panelistas e estabelecer contactos sobre oportunidades de colaboração em sustentabilidade. O Vice-Presidente americano Al Gore, Cecile Richards da Planned Parenthood e o Presidente da Microsoft Brad Smith eram alguns dos nomes da lista de oradores. Contudo, o que tornou a presença destes oradores valiosa foram as suas contribuições.

Os dados apresentados por Al Gore indicam que a taxa de aumento de emissões de gás de efeito estufa não está apenas a desacelerar mas também a nivelar-se. Este é um sinal de que os esforços contra o aquecimento global estão a fazer diferença. Audrey Choi, o CMO e CSO da Morgan Stanley, que já foi assessor político de Gore na Casa Branca, fez uma breve incursão sobre a pesquisa que a sua organização tem conduzido ao longo dos últimos anos. Os resultados incluem dados em que a diversidade de género no local de trabalho produz de facto um maior retorno sobre a equidade e as empresas com estratégias a longo termo tiveram um melhor desempenho nos últimos 25 anos do que as orientadas em atingir ganhos a curto prazo. Finalmente, ela mostrou uma visão da sustentabilidade e a pesquisa da Morgan Stanley, que indica que as oportunidades de investimento relacionadas com a sustentabilidade tendem a criar um merado global que ronda os $10Tn anualmente, aumentando assim o PIB global em 4,5%.

Brad Smith, ex-advogado e actualmente Presidente da Microsoft, apresentou um ponto de vista legal particularmente interessante e inspirador sobre a segurança digital. Enfatizou que o hacking clandestino em curso, conduzido pelos governos e outros não estatais é facilitado pela ausência de leis internacionais sobre o uso das novas tecnologias digitais. Apresentou a solução da Microsoft que é uma tentativa de trazer os sectores público e privado juntos e criar o que ele define por “Convenção Digital de Geneva”. Este acordo poderia estipular as normas sobre o que é e não é permitido na esfera do espaço cibernético. A iniciativa perspectiva a existência de um compromisso entre as empresas de tecnologia para fazer apenas programas com espirito defensivos, a as organizações independentes que devem investigar e partilhar publicamente as provas que determinados estado-nação atacam países especificos.

A Djembe, como patrocinador orgulhoso deste evento, enviou um representante para a conferência e, enquanto consultora focada em África, estava especialmente interessada em ouvir e contribuir para os esforços de sustentabilidade relacionados com o continente africano. As sessões giravam em torno dos problemas globais e assim eram, também, relevantes para África. No entanto, alguns destacaram-se mais. O painel sobre “Agricultura Positiva” apresentou conhecimentos valiosos sobre como as grandes figuras do mercado global de alimentos e pecuária estão a optimizar o uso de fertilizantes e se esforçam por aumentar o intercâmbio de conhecimento entre os agricultores, especialmente em relação à retenção de água no solo. A sessão sobre “aproveitando as novas tecnologias para a sustantabilidade da cadeia de abastecimento” discutiu sobre a tendência crescente em direcção a programas de mais impacto focados na transparência da cadeia de abastecimento com a comunidade local e as partes interessadas. Notavelmente, destaca-se que estes programas criam valor e são assim mais rentáveis para ambas as corporações e comunidades locais.

O BSR tem sido um dos líderes na promoção da colaboração comercial em todas as áreas de sustentabilidade antes da responsabilidade social corporativa ser amplamente adoptada. Para além das centenas de projectos em todo o mundo que o BSR incubou, a sua influência é também notada pelo grande número de antigos trabalhadores BSR ocupando posições de sustentabilidade nos negócios, como a Amazon e Levi Strauss. A conferência deste ano confirmou que continua a ser uma plataforma central para troca de ideias bem como colaboração e, como tal, a Djembe irá manter-se patrocinador nos eventos futuros do BSR.

Para assistir aos vídeos, blogs e fotografias da conferência, veja os destaques no blog da BSR, com acesso a links para consultar tudo: https://goo.gl/USYxqc

Por Thomas McEnchroe, Djembe Communications