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O desejo de Àfrica por cripto

Digital isto, descontinuado aquilo.  Estes termos tornaram-se tão globais a nível linguístico que facilmente se esquece a curiosidade genuína a eles associada pela primeira vez que foram introduzidos. Actualmente, eles são parte do nosso vérnaculo diário, tal como o iphone, os bitcoins e os sabores sazonais do café da Starbuck.  Enquanto s inovações digitais continuam a redefinir os vários aspectos das nossas vidas, o termo “ descontinuidade” tornou-se – segundo as palavras do autor Kevin Roose  – “retórica sem sentido” numa era em que tudo a nossa volta é descontinuado.

Estes termos, acreditem ou não, fundem-se numa espiral de desenvolvimento  que está a transformar a forma como os africanos interagem financeiramente. A moeda criptónica – essencialmente a moeda digital criptográfica – está a ser  adoptada pelas nações sub saharianas estendendo-se para Gana, Quénia, Nigéria, Senegal, África de Sul, Tanzania e Uganda.

Tendo assistido recentemente o documentário do cinematágrafico Christopher Cannucciari “Banking on Bitcoin”, e ouvido inúmeras opiniões acerca do potencial inexplorado da tecnologia aberta de “Protocolo de Confiança”, a idéia de um continente inter conectado via rede P2P livre de burocracias financeiras parece excessivamente plausível – a partir de uma perspectiva africana.

0s e 1s a parte, com toda a controvérsia regulamentar a volta do movimento Bitcoin, sem mencionar o operador do website anónimo Rota da Seda (Silk Road) através do Mercado darknet, Ross Ulbricht, que foi objecto de uma  ivestigação rigorosa do FBI no ano de 2013 (Rigor Jurídico), é compreensivel o porquê das pessoas estarem divididas acerca da natureza não regulável da tecnologia do “protocolo de confiança”. Enquanto que transacionar democráticamente num sistema livre de regulamentação financeira tem beneficios óbvios (tais como eficiência na fixação do preço,  auditabilidade e rastreabilidade), a facilitação de transações sem restrições  reguladoras institucionalizadas pode resultar em lavagem de dinheiro com várias consequências para a sociedade.  Imagine um oeste selvagem e sem lei onde um aspirante a traficante de drogas pode   operar num meio financeiramente desregulado e transacionar anónimamente – tal como um artigo publicado recentemente pelo The Economist que destaca a extensão deste resultado distópico. Tal como está, este debate suscitou dúvidas quanto a eficácia do mercado da Cripto moeda e continua a ser uma preocupação dominante para os consumidores e investidores.

Então, por que a África se apresenta tão proeminente nesta equação de protocolo de confiança? Por que está tão bem equipada para superar as deficiências burocráticas que as economias desenvolvidas têm experimentando? A resposta a isso está no mercado amplamente divulgado centrado no consumidor e no mercado móvel- maníaco. Onde o mundo desenvolvido está lutando para manter suas tradições bancárias arcaicas e economia rígida com funcionalidade futurista de protocolos de confiança, a África é um quadro em branco a partir da qual codificará essa inovação em transações democráticas viáveis.

Dê uma olhada no M-Pesa, Plataforma de transferência de dinheiro baseada no telemóvel, pioneira em África. O serviço FinTech praticamente  mudou o BIP do Quénia  – tendo destacando o potencial económico da criptofinança nos mercados emergentes e pavimentando o caminho para as eminentes inovações de protocolo de confiança como o BitPesa e o Bitwala. Na África Ocidental, o Senegal pretende juntar-se á Tunisia no lançamento da sua própria moeda nacional digital usando os procolos de confiança para se alinhar com a moeda suave da região conhecida como  eCFA. A iminente adopção da moeda digital em todos os países africanos de expressão francesa tem o potencial de melhorar a inter operabilidade da plataforma de pagamento digital e facilitar as transações transfronteiriças  – abrindo caminho para o apoio governamental na prossecução da inclusão financeira e o comércio intra regional.

Igualmente intrigante, o assessor senior do presidente de Uganda, Gertrude Njuba, co- fundou uma iniciativa com o nome de Blockchain Africa focada em desenvolver o processo de registro de terras no país, enquanto que a iniciativa do Gana, denominada, Bitland initiative visa “liberalizar o capital terra através da democratização de um direito de propriedade real”pela combinação da automação e da tecnologia do Protocolo de Confiança. Os facilitadores locais como a  BitHub.Africa e a Blockchain Academy também oferecem um caminho alternativo importante, do qual os empreendedores africanos e experts em FinTech juntam sinergias para construir e autenticar a veracidade deste fenomeno cripto- maniáco. Os aceleradores comerciais e provedores de cursos de formação como estes serão cruciais para impulsionar a adopção e desencadear o verdadeiro potencial das inovações crescentes de Protocolo de Confiança.

Se estas inovações digitalmente intricadas podem suportar a prova do tempo, saltar a curva de aprendizado de evolução errática do mundo desenvolvido e revolucionar o espaço de comércio eletrônico de África depende da desregulamentação apoiada pelo governo e dos facilitadores comerciais como a Blockchain Africa, a BitHub.Africa e a Blockchain Academy. Com o surgimento de iniciativas FinTech intreressantes, em toda a África, há poucas dúvidas de que a demanda pela tecnologia e protocolo de confiança irá transbordar. “Digital isso, descontinuidade aquilo” é o aqui e agora.

Certifique-se de verificar os próximos eventos acerca da CriptoFinanças em 2018:

Blockchain Africa Conference 2018

A Bitcoin Events acolhe a sua 4ª conferência annual, reunindo experts para dicutir “ os casos de uso do protocolo de confiança e a criptomoeda, o ambiente regulatório, obstáculos tecnológicos e oportunidades na inovação e descontinuidade que possam ser alavancados usando esta tecnologia”.

Conferência Cripto Finanças

CFC’18 irá promover a 1ª conferência global crypto-financeira antes do Fórum Economico Internacional a realizar-se no próximo ano. Os 3 dias da conferência irão reunir “investidores privados e institucionais e os principais fornecedores do universe Cripto & protocolo de Confiança”.

Por Daniel Sievwright, Switzerland